Toda obra que vai usar concreto passa por essa decisão, cedo ou tarde: comprar concreto usinado, que sai da central e chega pronto para aplicação no caminhão betoneira, ou montar uma betoneira no canteiro e preparar a mistura na própria obra. Os dois caminhos funcionam em situações diferentes, e o custo do saco de cimento é só uma parte da conta. O que mais pesa na decisão é o controle da mistura, o ritmo da obra e a margem que ela tem para improviso.
O custo do saco de cimento não é o custo do concreto.
01 / DefiniçõesDe onde sai cada um.
O concreto usinado nasce em uma central dosadora, com pesagem dos materiais. Depois de pronto, sai em caminhão betoneira já no traço pedido (a proporção entre cimento, areia, brita e água) e chega na obra pronto para descarga. Na CONCRECIA, a central tem ainda um laboratório de concreto, com tanque de cura e prensa para romper corpos de prova (as amostras do concreto usadas nos ensaios de resistência).
O concreto feito na obra é produzido no próprio canteiro, em betoneira pequena, juntando cimento, areia, brita e água nas proporções que a equipe responsável definir. Não há pesagem em central; a dosagem depende muito do conhecimento e do cuidado de quem mistura.
02 / ComparativoOnde os dois divergem.
Cinco eixos explicam quase toda diferença prática entre as duas opções.
Regularidade entre cargas.
No usinado, as cargas saem da mesma central dosadora, o que ajuda a manter a mistura regular de um caminhão para outro. No feito em obra, a qualidade depende de como a equipe mede o cimento, escolhe o agregado, controla a água e mistura o conjunto. Pequenas variações na proporção podem virar variações de resistência, e isso muitas vezes só aparece depois.
Produtividade.
O usinado ajuda a manter o ritmo. Cada caminhão chega com até 8 m³ (capacidade nominal) no traço pedido, pronto para descarregar. Para lajes, pisos e outras concretagens que precisam de fluxo contínuo, isso pode fazer diferença no cronograma. O feito em obra precisa ser produzido em pequenas batidas sequenciais, o que é viável para metragens pequenas, mas vira gargalo quando a operação cresce.
Logística e mão de obra.
Usinado reduz armazenamento de materiais, dispensa produção manual e diminui movimentação interna de agregados. Em compensação, exige planejamento do acesso do caminhão e de um horário de descarga combinado com a concreteira. O feito em obra cobra o oposto: precisa de espaço no canteiro para cimento, areia e brita, exige equipe dedicada à mistura e produção, e ocupa parte da mão de obra que poderia estar lançando ou adensando.
Precisão na dosagem.
Na central, a dosagem é feita com pesagem dos materiais. Na dosagem manual, a medida costuma ser feita com padiola (a caixa usada para medir areia e brita na obra) ou por volume aproximado, o que abre mais espaço para variação na mistura.
Desperdício.
No usinado, a quantidade pedida é dosada de uma vez na central, o que tende a reduzir sobra de material no canteiro. O feito em obra acumula sobra de cimento, agregado parado, mistura sobrando ao final de cada batida. Em volumes grandes, essa diferença pode pesar na conta da obra.
03 / AplicaçãoOnde cada um faz sentido.
O concreto usinado leva vantagem nas obras que combinam volume relevante, exigência estrutural ou prazo apertado: estruturas que pedem FCK mais alto (FCK é a resistência do concreto, indicada no projeto estrutural), lajes maiores, pisos industriais e concretagens com bombeamento. Já o concreto feito na obra aparece mais em pequenas reformas, serviços simples e aplicações pontuais de volume pequeno. De todo modo, o concreto de cada elemento é definido pelo projeto e pelo engenheiro da obra.
Obras maiores, estruturas com exigência técnica, concretagens com bombeamento e grandes volumes.
Pequenas reformas, serviços simples, aplicações pontuais.
O preço por m³ não é o preço da obra.
Comparar apenas o valor do saco de cimento com o valor do m³ de concreto usinado deixa de fora outros itens da conta, como armazenamento de material, mão de obra na betoneira, tempo gasto na mistura e perda de material. Com tudo isso somado, a diferença pode ser menor do que parece. Cada obra tem a sua conta, e vale fazer a comparação completa com a proposta em mãos.
Em uma frase
Tanto o usinado quanto o feito na obra têm aplicação legítima, mas resolvem problemas diferentes. Volume e exigência técnica costumam indicar o usinado. Volume pequeno e operação simples abrem espaço para o feito em obra. A escolha certa é a que combina com o tamanho real da obra, considerando a conta completa e não só o valor do m³.
Quer uma proposta de concreto usinado para comparar? Envie o volume, o FCK e o endereço da obra e retornamos com a proposta. Não tem o volume ou o FCK? Eles constam no projeto estrutural. Se ainda não tiver o projeto, envie o que tiver (planta, fotos e endereço) e informe o serviço.
Decidiu pelo usinado? Veja o fornecimento de concreto usinado em Ribeirão Preto da CONCRECIA, entenda o que define o preço do m³ e confira a entrega nos bairros de Ribeirão Preto.

